“Se eu gerar minha própria energia através do sistema fotovoltaico, é possível que ela seja armazenada? ” Acredito que você, que pensa em fazer um projeto solar, já se perguntou isso. E a resposta é SIM, É POSSÍVEL! A popularidade da energia solar levou ao surgimento de outra tecnologia renovável: baterias solares que podem armazenar energia solar extra para uso posterior. Os sistemas de armazenamento de energia solar fotovoltaica vêm se expandindo consideravelmente por países como a Alemanha, China, Estados Unidos e Coréia do Sul. Essa crescente no mercado tende a atrair mais os consumidores de média e alta tensão no Brasil. A queda nos custos de equipamentos fotovoltaicos e baterias, combinada aos elevados custos de distribuição em regiões como o Norte e Nordeste do país faz com que a conta feche para alguns perfis de consumidores.

Está gostando do post? Então vem com a gente descobrir um pouco mais sobre esse assunto!

Além de possibilitar independência do consumidor em relação às distribuidoras de energia, os sistemas de armazenamento permitem aos consumidores utilizar a energia solar à noite ou quando não houver sol.

Segundo Marcio Takata, CEO da Greener, o armazenamento de energia elétrica, principalmente na sua forma de armazenamento elétrico químico, é um mercado que está “literalmente explodindo lá fora”. Então, porque não o trazer para solo brasileiro? O executivo ainda afirma que, aqui no Brasil, grandes empresas de energias renováveis começam a dar um pouco mais de atenção e reconhecimento ao armazenamento, sinalizando um importante passo para o desenvolvimento desse segmento.

A empresa já vem há algum tempo olhando para o cenário de armazenamento e vê esse mercado como promissor, diante da aceleração do interesse dos consumidores nos últimos anos.

https://open.spotify.com/show/04YVdxOSkIjj8ZMVQvw8bf – Ouça na integra agora mesmo o podcast da Greener falando sobre Armazenamento de Energia no Brasil. No novo podcast, Markus Vlasits, CEO da NewCharge Energy bate um papo com Marcio Takata, CEO da Greener, sobre o potencial do mercado de armazenamento eletroquímico de energia no Brasil. Vale a pena ouvir!

Armazenar energia solar por quê?

As baterias são aliadas a energia solar, além disso, armazenar energia será uma ação decisiva principalmente para sistemas distribuídos por diversos motivos: primeiro, a geração solar distribuída, por exemplo, é uma alternativa mais atraente economicamente do que geradores a diesel. Em segundo lugar, o armazenamento é uma das únicas opções viáveis para integrar sistemas fotovoltaicos em redes elétricas existentes em ilhas e lugares remotos, ou seja, onde as conexões são fracas ou faltam opções de geração de energia. Por último, a união entre sistemas fotovoltaicos e armazenamento pode melhorar a segurança e confiabilidade do sistema de energia. Se levarmos em consideração a questão de geração de energia no dia-dia, o armazenamento por baterias pode ser uma parte essencial na transição para uma geração mais sustentável e limpa. À medida que o recurso solar aumenta, a necessidade de fontes poluidoras como o carvão para suprir a demanda de energia diminui. Uma vez que o armazenamento seja uma opção viável para micro e minigeradores de energia solar, o uso da energia “tradicional” diminuirá cada vez mais, já que será possível utilizar a energia do seu sistema fotovoltaico também à noite. Ou seja, o uso de baterias deixará o sistema mais flexível. Portanto, temos aqui ótimos motivos para acreditar no potencial do armazenamento de energia solar: eletrificação da população sem acesso à energia e diminuição do uso de combustíveis fósseis e fontes tradicionais de geração.

Como armazenar energia solar?

O armazenamento da energia elétrica gerada pelos sistemas fotovoltaicos é feito da mesma forma que em outras aplicações energéticas: através de baterias, que variam em sua constituição e qualidades.

Existem três tipos de baterias: a de chumbo-ácido, a de níquel-cadmio e a de Íons de Lítio. Enquanto as duas primeiras são semelhantes àquelas usadas nos automóveis tradicionais à combustão, a última é igual àquelas que usamos em celulares e Laptops, além do tipo usado nos carros elétricos.

As baterias de chumbo-ácido e níquel-cadmio foram as primeiras a serem aplicadas junto aos sistemas fotovoltaicos – no Brasil existem muitos sistemas isolados que usam esses tipos. Contudo, apesar de terem um ótimo desempenho, essas baterias possuem um preço elevado e uma vida útil baixa, o que as torna inviável para sistemas em locais sem acesso à rede elétrica.

A nível de tecnologia, o tipo mais utilizado de bateria têm sido as de lítio-íon. Em 2016, metade das novas instalações de baterias foram dessa tecnologia frente às tradicionais chumbo-ácido e sulfato de sódio. As baterias de lítio-íon são utilizadas em eletrônicos de consumo e veículos elétricos. Suas vantagens incluem a capacidade de fornecer grandes quantidades de energia por curtos períodos de tempo e menores quantidades de energia por períodos mais longos. Em mercados estrangeiros, como o da América do Norte, Europa e Ásia, que já possuem setores solares mais desenvolvidos, a tecnologia das baterias de íon-lítio -como a Powerwall, da Tesla –  já estão se espalhando rapidamente, visto a sua capacidade de armazenamento e durabilidade.

Daí, surge a seguinte questão: então, o cliente que já possui um sistema conectado à rede terá que, no futuro, trocar o seu sistema por um com bateria?

Não! Afinal essa tecnologia de armazenamento vem para complementar os sistemas, como o fotovoltaico por exemplo.  Aliás, uma tecnologia desenvolvida aqui no Brasil, e já em aplicação no mercado, se compromete a esse propósito e possibilitará que os proprietários desses sistemas utilizem as baterias sem a necessidade de troca dos equipamentos, como o inversor.

A tendência por aqui, assim como já acontece lá fora, é a utilização dessas baterias junto com os sistemas conectados à rede. Dessa forma, o consumidor só ganha vantagens, pois poderá contar com a energia da rede e, caso essa falte, poderá contar com a energia armazenada na sua bateria.

O que ainda precisa ser superado?

  • Preço dos bancos de baterias elevado, principalmente pela tributação para nacionalização, que é cerca de 80%;
  • Desafios regulatórios da comercialização dessa energia, seja a frente do medidor (como geração) ou atrás do medidor (como consumidor), principalmente quando considerados projetos de maior escala;
  • Operação e manutenção desses bancos de baterias: o grande desafio é manter a temperatura do ambiente das baterias;
  • Vida útil que diminui significativamente com o aumento da temperatura de operação;
  • Descarte/Reciclagem: o que será feito com as baterias no descomissionamento da usina.

A implantação e o valor das tecnologias de armazenamento por baterias para a integração de energias renováveis dependerá da criação de um ecossistema apropriado, com interação significativa entre política, regulação, modelos de negócios e consumidores. Para a viabilização de nichos de mercado que utilizam baterias, alguns incentivos poderiam impulsionar o crescimento em escala – seja por redução de tributos, por tarifas incentivadas para comercialização desse tipo de energia ou ainda investimento na indústria nacional.

Em relatório, a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que até 2025 o armazenamento disponível por baterias para eletricidade sairá da marca de 0,8 GW (dados de 2015) para 21 GW! Esse aumento extremamente significativo não conta apenas o crescimento de renováveis como a energia solar em residências, mas também o avanço de carros elétricos. Grande avanço para tecnologia e para sociedade!

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Referência:

http://www.universalautomacao.com.br/post/como-armazenar-energia-solar.html

https://www.solsticioenergia.com/2017/05/30/armazenamento-de-energia-solar/

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